
A Caixa Geral de Depósitos, o banco do Estado, o banco de todos nós, não se importou nada de sustentar e salvar duas instituições submersas numa catadupa de falcatruas; ladroage, como diz a malta do meu bairro.
Vimos declarações e uma corrida às justificações: "Senão abrimos um precedente drástico; se os deixamos cair as pessoas vão todas tirar os seus depósitos; é o fim; a banca quebra" e para salvarmos as instituições financeiras lá foi o Estado acudir. Avaliou mal, o prejuízo é enorme, a decisão discutível, os críticos e os apoiantes dividem-se. Até agora o escrito é meramente fáctico.
Não discuto isto porque já o suficiente se falou (mal). Mas indigno-me e enervo-me quando leio que podem haver despedimentos na banca, quando leio que se salvou o Sr Fino, quando leio que o Sr Berardo negociou muito bem com as instituições, quando leio que as taxas de juro cobradas têm sido impeditivas para as empresas (muitas têm fechado portas por isso) e famílias. O meu dinheiro para estes Srs? "Enroladinho e vaselinado no sítio que eles sabem, obrigadíssimos, e tenho dito ámen".
O mínimo que exigimos de um governo dá a mão e limpa o rabo é que adopte atitudes idóneas (não inúteis e erradas) para as empresas -taxas de 10% são impossíveis!, para as famílias, para os desempregados. Não admito que um Berardo (um dos culpados disto -enriqueceu especulando, entre negócios paralelos) possa negociar a sua dívida e as empresas e famílias encontrem os golias de obstáculos.
A mais, garante-se um aval (bem sei que o Estado ganha dinheiro e nada é dado, mas garante-se!) e permite-se isto aos bancos?
Uma ultima palavra para a Caixa Geral de Depósitos, que podia e devia acudir nestas situações: praticando taxas melhores, mais baixas, salvaguardando e protegendo as famílias em melhores condições que as outras instituições bancárias, obrigando os outros bancos a fazer o mesmo. É este o momento ideal.
Que o Banco do Estado se comporte como tal, não se deixe ficar prostrado!
Abraço.
1 comentário:
hum.. mas tu não vives num bairro :O
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